O senhor está confiante na reeleição para o Senado após divulgação de pesquisas que o apontam na liderança?
César Borges – Eu faço meu trabalho no Senado e acho que a pesquisa reflete isso; o reconhecimento do povo. Claro que essa situação, para mim, é confortável, mas, por outro lado, acho que a campanha não se resolve por pesquisa, e sim por trabalho; é isso que estamos fazendo: 24 horas praticamente viajando, falando para o povo baiano, arregimentando apoios como estamos fazendo aqui hoje em Feira de Santana com a candidata (Graça Pimenta) do meu partido, PR, e com o candidato ao governo que fizemos aliança, Geddel Vieira Lima do PMDB. Estamos nessa aliança fazendo um trabalho político e vamos continuar, porque eleição se decide até o dia dos votos.
Qual o projeto que o senhor destaca do seu mandato?
César Borges – Tenho cinco projetos que foram não só aprovados pelo Congresso, mas sancionados pelo presidente da República, e uma Emenda Constitucional, que permite que as Forças Armadas ajudem no combate à criminalidade em todo o país, desde que convocadas para tal pelo Ministério da Justiça. Tem projeto que possibilita o idoso a diminuir o imposto de renda que é pago, a tramitar seus projetos junto a justiça ou executivo com mais rapidez e relatei projetos como o Estatuto do Desarmamento, Macro Regulatório do Saneamento e, mais recentemente, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que vai resolver o problema de lixo no Brasil e será sancionado pelo presidente da república na próxima segunda-feira. São todos projetos da maior importância para o Brasil, que têm repercussão nacional, que geram melhorias na vida do povo mais humilde.
O que o senhor não fez nesse mandato e fará no próximo, caso seja reeleito?
César Borges – Quero que a Bahia possa ter uma infra-estrutura que permita o seu maior desenvolvimento. Temos algumas bandeiras de luta: os esportes baianos merecem mais investimentos; estamos sem um grande porto da Bahia, porque o Porto de Salvador já não atende a economia do estado; temos questão de aeroportos, o de Salvador já não está atendendo e precisamos construir um grande aeroporto em Feira de Santana, que possa servir como apoio ao da capital e ser um grande aeroporto de carga, já que a possibilidade de aumentar uma pista no de Salvador é praticamente descartada pela Infraero, porque vai destruir dunas, que o meio ambiente não permite. Precisamos de Aeroporto aqui, em Vitória da Conquista, ampliar o de Ilhéus e dar início à Ferrovia Oeste/Leste, que apesar de ser motivo de propagando do governo do estado é uma obra federal. O que eu reivindico é que tenhamos na Bahia infra-estrutura. A duplicação da BR 116 agora pela Via Bahia até Santo Estevão, depois até a divisa com Minas e a duplicação da BR 101 em todo o estado, da divisa Bahia / Sergipe até a divisa Bahia / Espírito Santo são obras importantíssimas para a Bahia voltar a ser essa grande estado que nós queremos e que não fique atrás de Pernambuco e Ceará no desenvolvimento.